Silêncio
Ernest Psichari, escrevia:
“A esses grandes espaços de silêncio que atravessaram a minha vida, devo eu afinal tudo o que em mim possa haver de bom.
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Pobres daqueles que não conheceram o silêncio!
O silêncio, que faz mal e que faz bem, que faz bem com o mal! O silêncio que desliza como um grande rio sem escolhos…
Por muitas vezes ele veio ter comigo, como um mestre bem-amado, e parecia ser um pouco de céu que descia até o homem para o tornar melhor…
Então, eu parava cheio de amor e de respeito, porque o silêncio é também o mestre do amor (Les voix qui crient dans le désert, Paris, págs. 266-267).
Desses sagrados abismos de silêncio sai a palavra que dá vida, por ser reflexo e irradiação de Cristo, a Palavra que é Vida.
Quem dera que pudéssemos dizer como São Paulo: Cristo vive em mim! (Gal 2, 20), porque então também Cristo falaria pela nossa boca.


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